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Caio

@caiocco@bolha.us
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Paulistano. Apaixonado pela metrópole de SP. Curto cidades, mob. urbana, tecnologia, Linux, DOS, QGIS, dados. Aluno do BPT na UFABC. Escrevo no http://commu.site

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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago

Falando em memória cara, decidi testar o #CloudpilotEmu no iPhone e fiquei muito surpreso com a elegância e a funcionalidade do emulador.

Para quem viveu a era de outro da #Palm, como eu, o emulador é perfeito.

Como tenho um iPhone 12, decidi emular um Palm intermediário, com processador da Motorola, até porque, um Palm com processador ARM de centenas de MHz só faria sentido se a ideia fosse emular alguns jogos mais pesados para o Palm OS 5.

Fiquei então com um m515 rodando Palm OS 4: um modelo que na época tinha tela colorida com bom brilho, slot de expansão e corpo em metal. A tela tem incríveis 160x160 pixels de resolução, muito bem aproveitados pelo sistema operacional, que não fica apertado. Tudo é legível e confortável.

Ocupando cerca de 6 MB dos 15,7 MB disponíveis, estão alguns aplicativos consagrados para mim: BigClock, DiddleBlug, EasyCalc, HandyShopper, Métro, Sketcher, Vai e Volta, FileZ e Unicmd, além de 21 jogos.

É incrível como os cerca de 15 MB de memória parecem um latifúndio.

Criei ainda um cartão de 32 MB de memória com dicionários e similares.

Perdemos a mão, né? Os computadores atuais são simplesmente perdulários e o consumo de recursos saiu do controle.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 4mo ago

Aproveitando minha última espumada, vamos pegar um caso simples de uso de um computador: catalogar tralha.

2026. Ryzen 7. 64 GB de RAM.

Você é uma pessoa pacata. Gosta de ícones coloridos e interfaces bem desenhadinhas. :3

Você precisa de um programa de banco de dados para #Linux que não passe vergonha perto de um #FileMaker de 1997 ou, como nas imagens anexas, do NewFile de 1998 rodando no MS-DOS 6.22.

É claro que você não precisa de um tanque de guerra como o PostgreSQL e não tem tempo para escrever um frontend na maior vibe Delphi 6. Na verdade, seria bom se o programa rodasse com 60 GB de RAM a menos.

O programa precisa suportar a especificação de dimensões para uma tabela e permitir a construção de formulários para preenchimento. Apenas. Coisa simples.

Usos potenciais: catalogar uma coleção de LPs espalhada por dois imóveis; catalogar receitas preciosas da família; catalogar clientes de um pequeno bico; catalogar produtos que você vende via sites de leilão. Sei lá, qualquer coisa.

Não importa muito. Vamos apanhar para o Access 95 rodando num 486 DX-4.

Tirando o #LibreOffice Base da jogada, o que sobra? Não muita coisa: https://alternativeto.net/software/libreoffice-base/?platform=linux.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 4mo ago

Hoje eu descobri que fazer um gerenciador de área de transferência para o #GNOME é um verdadeiro pesadelo de complexidade, graças à arquitetura bunda suja que a turma do Chapéu Vermelho desenhou.

O sujeito precisou explorar um desenho bipartido para fugir do motor #JavaScript single-threaded que amarra o GNOME Shell.

Sério, jogamos o ouro da computação no lixo para entregar um webtop perdulário e que não consegue nem cuidar de um Control + C, Control + V direito.

Uma pena que, para quem não normaliza precisar de um Ryzen 7 para escrever uma cartinha no Collabora no GNOME, com ambos vomitando JavaScript para todos os lados e comendo RAM e ciclos como se não houvesse amanhã, a dívida só aumenta.

Não basta precisar escrever um novo desktop por inteiro, logo mais vai ser preciso escrever o pacote de automação de escritório também. Pior, escrever num contexto em que ainda existem lacunas em vários nichos.

Nem o básico está saindo sem a ditadura do navegador e do SaaS. O básico.

(Estou sendo extra dramático, mas a situação está ruim e só se deteriora. Ah, e aqui pago pelo #SoftMaker Office e uso Google Docs + #KNIME para não ficar louco.)

Está aí o link: https://edu4rdshl.dev/posts/rethinking-the-gnome-clipboard-issues/

Rethinking the GNOME clipboard issues
Eduard’s Blog

Rethinking the GNOME clipboard issues

GNOME clipboard managers stutter as history grows. Strata fixed it with a Rust daemon, a thin GJS extension, lazy loading, and pre-decoded thumbnails.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 4mo ago
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@capitaobviodev@bolha.us Olá! Eu dei uma pesquisada e cheguei no link https://willitrunai.com/blog/qwen-3-6-vram-requirements De antemão, eu fiquei com a impressão de que os dois setups ficariam apertados e, olhando o link, o Mac passaria no tear mínimo para rodar o Q4_K_M, mas sem conforto. O ideal seria subir para um Mac com mais RAM ou tentar um setup com uma GPU com a RTX 4090 ou RTX 5090.
Will It Run AI

Qwen 3.6 VRAM & Hardware Requirements — 35B-A3B MoE GPU Guide (2026) | Will It Run AI Blog

Qwen 3.6 35B-A3B MoE: Q4_K_M ~21 GB, fits RTX 4090 24GB or Mac M4 Pro. Q8 ~37 GB needs 48 GB class. GPU and Mac buyer guide for 1M-context MoE.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 4mo ago

Onten foi meu #aniversário e, inevitavelmente, eu fiquei pensando sobre como um "parabéns" protocolar, geralmente estimulado via rede social ou rito familiar, vale muito pouco, ainda mais nos dias de hoje.

Sinto que conexões mais orgânicas e verdadeiras são muito mais importantes. Eu passo a semana inteira me comunicando com dois grupos de amigos, felizmente. Um é voltado para tecnologia, outro para questões de mobilidade e planejamento territorial. Com base nessas interações, acho que elas valem muito mais do que felicitações anuais que não evoluem.

Como já tenho quase 40 anos, não vivi uma infância e uma adolescência hiperconectadas, muito pelo contrário. Tive o privilégio de ter um 486 DX-4 relativamente cedo (e depois não tive o privilégio de ter uma máquina mais nova até basicamente comprar uma com meu próprio dinheiro), mas não havia acesso à #Internet.

Esperava que a ampliação do acesso à Internet produzisse mais transformações positivas. Não que não existam coisas fantásticas, mas é que... sei lá, há uma necessidade constante de autocontrole e filtragem. A Internet, por meio da #Web atual, por padrão, é bem ruim.

O mundo hiperconectado é meio solitário. Um teatro vazio.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 7mo ago
Uma coisa que me deixa muito inquieto é a quantidade de tecnologias interessantes e abertas (ou relativamente abertas) que terminam nichadas. Com o #Windows perdendo protagonismo, eu genuinamente espero que a transformação se aprofunde. Para mim, a convergência do #Android só vai aumentar. Como comentei dias atrás, estou utilizando um tablet Samsung Galaxy Tab S10 FE+ como meu principal computador portátil. Para um sistema com 8 GB RAM, a experiência desktop é bastante satisfatória. E o gerenciamento de janelas é extremamente versátil. Na outra ponta, o #Linux está cada vez mais fácil. Não só mais fácil, mas ficou mais encouraçado para ser instalado com menos riscos, mesmo para usuários que precisam fazer experimentos. O Silverblue é inquebrável. A lista de "boas práticas" é muito curta: layering do mínimo do mínimo, Flatpak para o resto, AppImage para exceções e qualquer uso baseado em pacotes e distribuições quebráveis passa para o Distrobox com Boxbuddy. Recriar um pedaço minúsculo baseado em Distrobox é brincadeira de criança. O sistema-base é resiliente. E tuddo isso se soma a nuvens (privadas e particulares) e Wine/Proton cada vez mais fortes. Futuro é SaaS e SL/CA.
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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago
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Não acho que há muito o que fazer, sobretudo pela bússola de parte da comunidade de código aberto, que rejeita código gerado por IA e impõe uma fatura impagável para quem julga que os ecossistemas existentes não atendem. O incentivo para desviar da trajetória atual parece extremamente baixo, logo, não há escala comunitária viável. Quem quer outras formas de computação e a valorização de desktops e handhelds permitindo que o operador faça mais do que malabarismos descritivos ou a rendição de dados em nuvens opacas (com imenso overhead devido às más práticas de programação que surgiram pela abundância de capacidades dos hardwares), ou arregaça as mangas, mesmo que dependendo de um ou mais LLMs, ou vai precisar comer vidro com soluções comunitárias capengas e/ou capturadas por grandes corporações. Mesmo no mundo do software livre, parece bastante claro que o desktop virou um elemento secundário, subserviente ao navegador e que a diversidade de possibilidades tem sido empobrecida, uma vez que não há massa usuária suficientemente crítica para tanto. Há cada vez menos alternativas ao #GNOME com aplicativos infantis e navegadores glutões. Funciona para a maioria, mas é tacanho e burro.
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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago
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Eu fico muito tentado a comprar um PocketTerm35, mas acho difícil não esbarrar na dicotomia que estou descrevendo: ou rodo software de terminal que conversa com um paradigma de computação distribuída multiusuário e multitarefa, terminais seriais e processamento em lote, ou... rodo velharias que ninguém mais suporta e estão baseadas em tecnologias que já eram obsoletas quando tinham viabilidade comercial. Como já escrevi no passado (https://blog.caiocesar.org/2025-08-15_kinoite_lamentavel/) o fato de Tavis Ormandy ter iniciado uma longa cruzada para rodar o Lotus Agenda e o Lotus 1-2-3 no Linux, inclusive desenterrando e conseguindo rodar o 1-2-3 para Unix, não pode ser enxergado como mera curiosidade ou exercício de #hacking: é sintoma de profunda escassez. Com o desktop cada vez mais próximo de um webtop com pedágio, altamente dependente de SaaS e de dados obscurecidos em nuvens fragmentadas, a escassez só parece ter se agravado. Não por acaso, mesmo com o código aberto, uma pilha formidável de software foi abandonada. Com os #LLMs ganhando força e algumas figuras comparando IDEs a cartões perfurados, o recado está mais do que claro: paradigmas descritivos estão ameaçando operações mais diretas.
Kinoite lamentável
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Kinoite lamentável

KDE Plasma: a eterna "cara de Windows" e a única opção menos inflexível sob o Wayland para fluxos com muitas áreas de trabalho virtuais

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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago
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Para contexto, uma captura de tela do Foxit. Acrobat Reader não chega no dedão do pé disso aqui em termos de interface. Suporta até mesmo abas para múltiplos documentos!
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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago

Aliás, ainda sobre o papo dos outliners e da "perda de embalo" nos conteúdos sobre #Linux no desktop: isso não começou por acaso. Eu estava dando uma olhada em alguns nomes consagrados de aplicativos para #macOS, uma plataforma que não utilizo e, a partir do #OmniOutliner, decidi fazer um rápido passeio.

Acabei descobrindo ainda que o Nisus Writer está abandonado desde o final de 2024 e que o autor provavelmente já está com mais de 80 anos de idade, bem como que a empresa já não parece estar mais operando.

O que me leva para outro ponto: o desktop deu uma esfriada no geral. O #Windows esfriou: qual foi o último grande aplicativo? Talvez o pacote da #Affinity, originalmente pensado para Macintosh, e hoje de propriedade da mesma empresa que desenvolve o Canva?

Se, por um lado, o Linux no desktop ficou mais viável graças à perda de hegemonia do Windows e o crescimento de SaaS oferecidos via Web, por outro, também me parece que ela tem afetado não apenas o Windows, mas desktops como um todo.

Eu acredito que vivemos um momento de hibridismo no desktop, contudo, ainda não sei se estou plenamente confortável com ele (não que eu tenha escolha), mesmo sabendo ponderar os prós e contras.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago

De vez em quando, pesquiso sobre programas para #Linux, tanto pelo nome, quanto pela categoria, e, infelizmente, tenho notado que a produção de conteúdo cessou há cerca de 10 ou 20 anos.

Deparo-me com artigos dos sites Linux.com e OpenSource.com. O primeiro mudou de foco, o segundo foi desidratado pela empresa do chapéu vermelho e parou de publicar.

Com uma variedade imensa de ambientes, toolkits e possibilidades, eu acho lamentável reduzir o desktop Linux a um punhado de applets e um ou mais navegadores Web. Não só lamentável, mas perigoso.

Minha busca começou de forma ingênua: decidi pesquisar outliners para Linux, para ver o que apareceria, já que usei o #NoteCase no passado e hoje sigo com #CherryTree e #TreeLine (este último mescla a árvore de um outliner com campos tipificados para uma entrada estruturada de diferentes dados). Não fiquei impressionado.

Não acho que é preciso ser hipócrita e negar as transformações que aconteceram nas últimas décadas, mas, ao mesmo tempo, não acho que o desktop precisa ser um terminal quase burro para aplicativos que rodam em computadores alheios, com exceções pontuais.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 6mo ago
Não achei que sentiria nostalgia em torno do #KDE 3, mas a verdade é que, quando comentei sobre o Keramik e o Conectiva Linux 9 ontem, estava falando de software na casa dos *20 anos de idade*. O tempo voa, não é mesmo? E, sim, adoraria um revival do Keramik e daqueles ícones alegres Crystal SVG (https://store.kde.org/p/1002502) originalmente custeados pela Lindowns (https://plus.diolinux.com.br/t/lembras-do-lindows-os/77413) e apoiados pela SuSE.
store.kde.org
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Caio @caiocco@bolha.us
· 6mo ago
Estava folheando a documentação do #Conectiva Linux 9 em http://mauricio.severich.com.br/linux/refs/usuario/interfaces.html#GERENCIADORES.KDE O link joga diretamente para os tópicos ligados ao #KDE 3 da época e motivou o acesso em primeiro lugar. Conversava com alguns amigos sobre como o Keramik (https://kde.org/info/1-2-3/3.1/feature_guide_5.html) tema de widgets Qt e do gerenciador de janelas KWin, foi um movimento relativamente ousado, com controles mais volumosos. Era um tema que não era radicalmente diferente do que existia no Windows e no Mac OS, mas ao mesmo tempo, parecia suficientemente "diferentão". Para mim, foi corajoso e, por isso mesmo, fico feliz pela disposição em recuperar o bom funcionamento do Oxygen no KDE atual, conforme pincelado em https://filipfila.wordpress.com/2026/04/05/halfway-there-to-6-7-updates-on-oxygen-and-air/ O Oxygen foi um grande tema que marcou o amadurecimento do KDE 4 (https://en.wikipedia.org/wiki/KDE_Software_Compilation_4) num período relativamente traumático e de ruptura com algo que existia e funcionava bem (o KDE 3.5; https://en.wikipedia.org/wiki/K_Desktop_Environment_3#KDE_3.5) Indo na contramão da leveza cristalina do Mac OS X ou das transparências com elementos prateados e brilhantes do Windows Aero, o Oxygen parecia seguir os mesmos passos do Keramik: familiar, mas autêntico.
mauricio.severich.com.br

Interfaces Gráficas

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Caio @caiocco@bolha.us
· 7mo ago
Uma coisa que eu penso muito também: o segmento de mini-PCs redefiniu completamente as possibilidades de computação desktop e modular. Fabricantes como Beelink, Aoostar e Khadas oferecem diferentes máquinas e acessórios acopláveis, com processadores que vão da série N da Intel até a linha Ryzen AI da AMD. As possibilidades são imensas: o mini-PC pode ser acoplado em diferentes tipos de estações, com diferentes placas de vídeo e periféricos. No caso do Mind Pro da Khadas, há até um combo com tela-doca e teclado, transformando o mini-PC numa espécie de notebook high-end (o processador é um Ultra X9 388H da linha Core da Intel). E, embora o Khadas seja mais voltado para o Windows, no caso da Beelink, por experiência própria com um SER Ryzen 7 (mais barato), não há absolutamente nada que prejudique o uso com Linux. A vantagem da modularidade é que fica bem mais difícil condenar ou encostar máquinas por causa de teclado, touchpad, placa de vídeo com solda fria, display danificado, etc. O núcleo é uma caixinha com poucas partes móveis (a ventoinha, basicamente) e espessura muito mais densa do que vários notebooks que priorizam forma física a eficiência térmica. Todo o resto é trocável.
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Caio @caiocco@bolha.us
· 7mo ago

O tipo de coisa que estou vendo no carnaval: https://www.youtube.com/watch?v=dR4M9oOPnjI

WORM Media and the Sony WDD-931 - Optical Storage Goes Big

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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago
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Na prática, computadores baseados em kits como o PocketTerm35 e o #uConsole enfrentam escassez generalizada de aplicativos otimizados para telas pequenas e limitações para apontamento preciso de elementos na tela. A única saída sem programar toneladas de programas ou tentar adaptar antigos programas, é usar software velho emulado. Eu não tenho exatamente um problema moral com isso, mas acho, no mínimo, muito irônico. Em 2026, temos SBCs com quantidades de memória e capacidade de processamento invejáveis, se compararmos o que existia até pouco tempo atrás. Infelizmente, não temos stack de software para fazer qualquer coisa produtiva com elegância. Eu fico com vontade de comprar um PT35, mas aposto que serei obrigado a passar 100% do tempo no Sway e no Foot. Como os aplicativos de modo texto para Linux possuem referências ruins (ou não possuem referências), o pináculo em termos de interface ainda é o Midnight Commander. Qualquer coisa além disso e, das duas uma: (i) é um interpretador não interativo (caso de ledger, taskjuggler, lout, groff, latex, etc) ou; (ii) tem uma interface pior do que a Quattro Pro 2.0, planilha que já tinha menus em cascata e gráficos competentes.
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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago
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Então, o que eu estou tentando fazer, é entender qual o melhor custo X benefício para poder (i) escrever um plano adequado, com prototipagem cuidadosa e boas práticas e; (ii) permitir alguma dose de retroalimentação para eu não precisar monitorar e interagir exaustivamente, já que tenho outras prioridades também (vulgo... preciso pagar boletos com outras atividades). Entendido isso, vou retomar a brincadeira que comecei meses atrás. No lugar de dois programinhas de PIM inspirados nos utilitários do QuikMenu III, com alguma dose das soluções empregadas no QuikMenu 4 (que rodava no Windows e, consequentemente, aderia melhor ao Common User Access e ao que era meio que um consenso em torno de como uma interface com menus, barras de ferramentas e barras de status deveria se comportar), quero algo um pouco mais ambicioso. Tentando ser objetivo e encerrar a sequência de toots, quero um misto de desktop para powerusers inspirado no QuikMenu, no Wayfarer e outros utilitários do passado, com uma pilha de aplicativos de produtividade que não repita nem a receita do PIM anêmico ou minimalista, nem a receita do clone eternamente desprezado do Office da Microsoft.
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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago
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É um paradoxo produzido pelas origens dos sistemas operacionais envolvidos aqui. O #Linux é um Unix-like e o #Unix nunca teve em modo texto, mesmo com aplicativos comerciais, a mesma oferta polida de aplicativos, em comparação com o DOS. Para tornar as coisas piores, nos anos 1990, lá por 1993, 1994, quando o #Windows 95 estava sendo muito antecipado, desenvolvedores solo ou pequenas empresas já tinham ampla capacidade de produzir bons aplicativos gráficos. Para DOS. A NeoSoft, com umas três pessoas no interior do Oregon, aparentemente numa pequena sala, criou uma suíte composta por sistema de menus, criador de slides, editor raster, criador de publicações eletrônicas, protetor de tela TSR. Ainda antes da NeoSoft ter esse nome, a dupla que criou o sistema de menus (#QuikMenu) já tinha faturado mais de 100 mil dólares no começo dos anos 1990. O programa foi elogiado em grandes revistas da época (algo que também aconteceria com o NeoPaint, cujo nome já diz tudo). Corta para 2026 e, apesar da facilidade de montar um kit com processador ARM de múltiplos núcleos e até 16 GB de RAM (se os bolsos forem suficientemente profundos), basicamente não tem software similar para ser executado.
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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago

Cansado da onda interminável de SaaS que custa R$ 50 ou mais e software movido a spyware/adware normalizado, decidi voltar a controlar minhas compras na mão usando o HandyShopper rodando no CloudpilotEmu. É relativamente divertido e extremamente revigorante, pois... bem... é um Palm.

No m515 emulado, vinha inserindo tudo na mão, pois ainda sei utilizar a escrita do Graffiti, com pouca necessidade de apelar para o teclado virtual (o qual, obviamente, não é otimizado para uso com os dedos). Tudo funciona relativamente bem sem uma stylus, pois a resolução do m515 é de impressionantes 160x160 pixels, logo, é renderizada confortavelmente, com texto e ícones de bom tamanho, mesmo quando a fonte é pequena.

Vinha, pois comecei a ficar cansado de escrever sempre. Fiz, então, o seguinte: com ajuda da Wayback Machine, desenterrei a documentação e criei um skill no Claude usando o Sonnet 4.6. O Sonnet agora deve ser capaz de inferir os itens em notas fiscais e devolver tudo no formato correto para importação.

E o processo de importação é o mais simples possível: tocar no botão de cópia da caixa de texto com os itens e colar no MemoPad do Palm OS 4 do m515. Depois, importar no HandyShopper.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 7mo ago

Um vídeo reativou memórias sobre o #LapLink V e a transferência de arquivos via porta serial no MS-DOS. É bizarro como a informática ficou extremamente prática e dispensou fios. Hoje, tudo é extremamente fácil, em comparação com o que vivi nos anos 1990 e 2000 com 486s e Pentiums.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago

#Fedora #Silverblue rebaseado com sucesso para a base mais recente (Fedora 44) no tabletzinho da HiGole. Para reduzir o risco de superaquecimento, apelei para um ventiladorzinho USB e pude esticar o desempenho, pois a máquina normalmente roda em modo de economia de energia.

Se eu tivesse as habilidades necessárias, tentaria não só trocar o sistema de arrefecimento do pequeno tablet, mas também fazer uma tampa traseira nova, para ele ganhar um prolongamento na carcaça, com teclado QWERTY e trackball.

Seria uma máquina muito mais útil e que consegue ser segurada sem queimar a pele, fora que também resolveria a questão da touchscreen problemática de base resolução.

Enfim, ainda quero pegar um uConsole no futuro e, mais recentemente, um PocketTerm35. O primeiro é melhor em termos de tela e ergonomia, o segundo é mais desafiador devido à tela com resolução de 640x480.

Precisamos de mais dispositivos Linux "de bolso" que não dependam do #Android.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago

RE: @adhd_coffee@mastodon.social

Eu sou muito assim. Acredito muito na importância do ócio criativo. Eu fico frustrado se sinto que o meu dia não me deu espaço suficiente.

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Coffeedate with ADHD: "Me: "I am so tired; I'll go to bed early." Me, 2 …" - Mastodon

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Caio @caiocco@bolha.us
· 7mo ago

Como um conjunto típico de disquetes do DOS para um 486 DX-4 sem disco rígido funcionava:

  • Disco 1: inicialização condicional (uso de menu de inicialização com MENUITEM no CONFIG.SYS e blocos de GOTO no AUTOEXEC.BAT), abrigando utilitários essenciais descompactados, para também servir como boot emergencial;

  • Disco 2+n, sendo n o último com os arquivos da GUI: interface gráfica, que no caso, era um QuikMenu III com menos arquivos .CHR (fontes) e .BGI (controladores de vídeo), sem papel de parede, sem documentação desnecessária, etc. Uns 2 discos, não lembro de cabeça.

E é isso. A partir daí, tudo vira módulo.

Sistema boota, os discos são inseridos conforme solicitado e a interface gráfica é carregada. Tudo é descompactado na estrutura na RAM. Múltiplos discos virtuais podem ser criados para não misturar tudo.

Se existir um utilitário para copiar o COMMAND.COM ou o 4DOS.COM (interpretador bem mais legal) para um disco na RAM ainda no CONFIG.SYS, melhor. Quando eu brincava com isso, eu não tinha, mas hoje, é só baixar. Com o COMMAND.COM no C: em RAM, a chance de precisar duplicar o COMMAND.COM em vários disquetes ou de precisar voltar a inserir o disco 1 é bastante reduzida.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 7mo ago
Dica aleatória: qualquer sistema operacional que possa o browser Lynx instalado, muito provavelmente, é um sistema operacional que pode acessar recursos entregues via #Gopher. Usa Linux ou BSD e tem acesso ao Lynx? Tente abrir um terminal e rodar "lynx gopher://floodgap.com/" (sem aspas).
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Caio @caiocco@bolha.us
· 7mo ago

Tem uma coisa que eu ando querendo fazer, mas não sei se conseguirei, pois acaba concorrendo com outros projetos pessoais e necessidades da vida adulta: mostrar, com detalhes, como eu rodava um sistema DOS funcional com um conjunto de disquetes, compressão e unidades criadas pelo RAMDRIVE.SYS.

Matutei tanto sobre o assunto, que cheguei até num desenho melhorado, o qual permitiria rodar um DOS proto-multiusuário e com baixíssima mutabilidade da raiz da unidade C. Algo que seria perfeito para sistemas com unidades Bernoulli, LS-120 ou ZIP.

Pena que eu cheguei tarde na festa e todo mundo já tinha saído e embarcado no Windows 9x. Muitas das minhas ideias foram muito mais produto de precariedade (falta de grana, basicamente) e de ócio (criança com muito tempo livre, documentação impressa disponível).

Em todo caso, a ideia de um DOS quase imutável (ótimo, pois o FAT16 tem a dureza de uma gelatina), com programas em "cartuchos efêmeros em RAM" e orquestração via batch files elegantemente acionados por GUI (QuikMenu III), é belíssima.

Peculiar? Bastante, mas técnicas assim preservaram minha sanidade por bastante tempo. Muito antes de SSDs existirem, meu 486 estava lá, vivo e "voando".

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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago

Sigo insistindo na ideia de subir um servidorzinho doméstico, mas está difícil, hein?

O preço dos pentes de memória beira o surreal, acho que nunca vi memória RAM tão cara assim. Os vendedores da #AliExpress já se adaptaram: retomaram a moda dos barebones e estão tentando empurrar tudo sem SSD e sem pentes instalados.

Equipei um mini-PC da #Beelink com 64 GB de RAM num passado não muito distante, mas não consigo repetir o feito, pelo visto. Estava pensando num mini-PC com boas capacidades de armzenamento, como a linha WTR da #Aoostar, mas além da possibilidade de um imposto salgado no desembaraço (afinal, é pecado tributar renda corretamente no Brasil), com os preços praticados, instalar RAM e SSD pode custar mais da metade do preço do computador.

Sério... impraticável.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago

Aproveitando o último toot sobre o HandyShopper, como já comentei aqui, eu tenho um #tablet HiGole Gole2 Pro com N5095, 16 GB RAM, SSD de 256 GB e MicroSD de 128 GB. Projeto térmico digno de pena, carcaça plástica e dependente de um powerbank externo, pois felizmente não confiei no projeto dos caras.

É uma batata quente, mas que tinha muito potencial para ser um dispositivo Linux de bolso, ainda que dependente de um powerbank.

No lugar de rodar um emulador de #Palm javascriptado no #iOS, eu preferia ter um aplicativo nativo rodando no tablet rebelde com Silverblue. O problema é que, mesmo que um aplicativo do tipo possa ser escrito com auxílio de IA em relativamente pouco tempo (com base na minha experiência tentando clonar utilitários do #QuikMenu usando C++ e Qt com parafernália amarrada via #Nix), não tenho hardware decente.

Eu cheguei a pensar se não daria para fazer uma carcaça com teclado e ventoinha mais parruda, mas... francamente? Acho que não compensa o esforço. É tempo e dinheiro demais para um dispositivo chinês obscuro que eu nem sei se vai sobreviver, justamente pelo projeto ruim.

Talvez seja melhor pegar um #uConsole, mesmo com CM Lite e 4 GB de RAM.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 4mo ago

@joaquim_satolep@bolha.us Muito obrigado pelo relato e pelos parabéns!

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Blackbird_A.K.A. Joquin (@joaquim_satolep@bolha.us) - bolha.us

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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago
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Não estou particularmente preocupado em ganhar adesão ou ser bem recebido criticamente. O que eu quero é voltar a ter mais prazer na hora de usar um computador com #Linux ou algum #BSD. Quero dizer... #GNOME e #KDE funcionam, mas eu sinto falta do que eu via e utilizava quando era mais jovem. Não por nostalgia, mas por premissas que foram desaparecendo ou, sendo mais franco, nunca fizeram parte dos dois projetos, que já nasceram excessivamente influenciados pelo Windows 9x/NT 4. Hoje, com a Apple e a Microsoft patinando, eu diria que GNOME e KDE oferecem certa coesão e autenticidade, até. O GNOME, talvez mais autêntico, por ter iniciado um flerte inconsequente, a la Windows 8, para uma convergência à procura de hardware vaporoso, mas não necessariamente melhor por causa disso. Então, para mim, que quero um desktop old school que não pareça uma cópia do Windows 9x, só resta escrever código ou pedir para um papagaio sofisticado escrever código. O #Wayland também acaba sendo um outro elemento de pressão, porque vai terminar de passar a faca numa pilha de programas abandonados ou quase abandonados. Entre manter código alheio e escrever algo novo do meu jeito, a escolha é óbvia.
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Caio @caiocco@bolha.us
· 4mo ago

Excelente fragmento:

"These politics do not stay inside the United States. In Brazil in 2022 and 2023, Musk’s platform X amplified supporters of former president Jair Bolsonaro before and after an election Bolsonaro lost. When the Brazilian Supreme Court ordered X to block accounts that were inciting violence and spreading disinformation, Musk refused. He complied only after the court threatened to block the platform entirely and fine its Brazilian executives personally. Musk framed the court’s demand as censorship, clearly believing that wealth put him above the law."

@hn50@social.lansky.name @hn50@social.lansky.name

social.lansky.name

Hacker News 50: "Technofascism Link: https://third-bit.com/2026/0…" - Mastodon

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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago
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@rodrigofaustino@bolha.us no Windows, né? A câmera deve ser um dispositivo com controlador visível no Gerenciador de Dispositivos. Eu desativaria o controlador por lá. Não consegui pensar nada menos radical, exceto colocar uma portinhola física para fechar e abrir a lente sem depender de software (existem adesivos para isso, por exemplo).
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Caio @caiocco@bolha.us
· 7mo ago
Como é possível montar sistemas efêmeros em DOS? Muito fácil, principalmente se a máquina tiver 8 MB de RAM ou mais. 16 MB de RAM deixa tudo suave. 24 MB ou 32 MB de RAM tornam a situação extremamente confortável. Precisa ter, no MS-DOS 6.22: disco de boot com IO.SYS, MSDOS.SYS, controlador de disco (pode ser o RAMDRIVE.SYS) e gerenciador de memória (pode ser o HIMEM.SYS), (des)compactador. A partir daí, é compactar programas e escrever batch files. Se a máquina tiver uma unidade de CD-ROM capaz de ler CD-RW, então, aí a brincadeira fica ainda mais bonita. De novo: tudo isso está obsoleto, mas como brinquei muito com essas coisas, hoje, usando Linux, MVs, contêineres, sistemas mutáveis e imutáveis, etc., é impossível não lembrar de algumas coisas que eu já tinha quando era criança. Eu já tinha imutabilidade e baixa latência devido aos discos na RAM. Não tinha um unionfs em DOS, mas não precisava: eu compartimentava os discos na RAM, usava variáveis de ambiente e outras técnicas para garantir persistência e transparência. Não havia nenhum arcabouço sofisticado para dimensionar os discos na RAM, mas eu também não precisava, pois sabia criar menus de inicialização no CONFIG.SYS.
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Caio @caiocco@bolha.us
· 7mo ago

Estava dando uma olhada no #Nitrux. Não instalei (nem tenho máquina adequada para isso no momento), mas fiquei bastante curioso para brincar com ela.

É mais uma distribuição #Linux imutável em XFS, orientada em torno de AppBoxes (um formato autocontido e em caixa de areia, com um repositório derivado da biblioteca de pacotes do #Debian) e de contêineres rootless (daqueles que hoje podemos subir em minutos com o #Podman nos bastidores, usando o #Distrobox e o #Boxbuddy).

Ela adota o #OpenRC como init system. Conta ainda com um utilitário de linha de comando pensado para virtualização com passagem de GPU. É o tipo de sistema para instalar num desktop tradicional ou mini-PC docável, no qual há o desejo de rodar o #Windows em conjunto com o Linux.

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Caio @caiocco@bolha.us
· 7mo ago
Imagine a cena. Um gordinho chega com duas caixinhas de disquetes na casa de um amigo, que diz ter um computador velho num canto, mas que ele não inicializa. Ele percebe que o computador é um 486 DX qualquer coisa típico, com placa de vídeo Trident e, aparentemente, um disco rígido morto. Com o primeiro disquete e mais alguns outros, ele inicializa e carrega um sistema em RAM para ver se a máquina funciona estavelmente. Em alguns minutos, o 486 está rodando uma interface gráfica e pode acessar utilitários sob demanda. Basta, então, usar uma ferramenta como o HD-COPY para duplicar os disquetes da primeira caixa para a segunda. Vivi algo parecido quando era moleque. A interface roda em RAM. Cada disquete é um cartucho com um arquivo .MNU que tem ícones para orquestração: descompacta, copia configurações do disquete para RAM, copia configurações da RAM para o disquete e limpa o disco. A interface gráfica ainda tem: gerenciador de arquivos, calendário, agenda telefônica, log de utilização, botão para acesso ao prompt de comando do DOS, visualizador e editor de arquivos de texto e uma pequena linguagem para criar caixas de diálogo que transmitem parâmetros para abrir programas.
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Caio @caiocco@bolha.us
· 5mo ago

Outro dia mergulhei no universo paralelo que abriga computadores rodando #AmigaOS e #MorphOS, no caso de processadores #PowerPC, e RISC OS, no caso de processadores #ARM. É muito curioso ver o esforço em manter aplicativos desktop para essas plataformas. O sistema de multimedia authoring Hollywood, cujo Designer só roda em Amiga, é impressionante.

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