Chega mais na @cryptorave@mastodon.social , @s hacker-fanonianos estarão com três atividades. Esperamos vocês lá.
Walter Lippold
mastodon 4.7.2Historiador interessado em tecnologias.
As pessoas até criticam os modus operandi das redes proprietárias e big techs, mas não querem deixar o modus vivendi estilo influencer: transformar suas vidas e de suas crianças em reality show, entrar em trends de IA proprietária, postar a face do bebê ainda em formação no ventre da mãe (eco), fazer performance de desempenho regada a biodados extraídos por pulseiras fitness ou smartwatches, apps como strava, mostrar comidas e lugares instagramáveis.
Abertas as matrículas para minha disciplina de História Digital no PPG de História da UFRGS.
Veja o Plano completo:
https://www.ufrgs.br/ppghist/wp-content/uploads/2026/01/Walter-Lippold.pdf
Baixe nosso novo artigo. https://books.scielo.org/id/79zyr/pdf/iasulaitis-9786552210234-03.pdf
A acumulação primitiva de dados foi um termo que eu e Deivison criamos, para traduzir uma das dimensões do colonialismo digital. Consiste na extração e expropriação massiva de dados, metadados e biodados, ou seja, a exploração do big data, através de dispositivos, aplicativos, plataformas, redes sociais, transações ou qualquer rastro online e pela internet das coisas (IoT) e o consequente envio destes dados para data centers estrangeiros, geralmente estadunidenses. ⬇️ continua
O colonialismo digital reabilita a mission civilisatrice em moldes high-tech, criando uma nova partilha geopolítica do mundo, onde as relações entre corporações e estados nacionais se remodelam, e ocorre o domínio das infraestruturas, satélites, cabeamento, hardware e propriedade intelectual de softwares, plataformas, mas também domínio da esfera de produção de semicondutores, principalmente a panaceia cibernética do momento, o GPU que dá anima às inteligências artificiais.
Abeba Birhane, em seu artigo Colonização Algorítmica da África (2020), alerta sobre o perigo real da racialização algorítmica, já que capitais como Kampala e Johannesburg, implementam ferramentas de reconhecimento facial para “prevenção” do crime, que parece saído de uma mistura de teorias lombrosianas com filmes de ficção-científica cyberpunk, ou melhor,como no conto Minority Report de Phillip K. Dick, onde uma divisão da polícia prende o sujeito antes de ele cometer o crime. segue o fio